quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Clocks



O tempo não para,
O tempo não voa,
Somos verdadeiros responsáveis.
 Paramos e deixamos que o vento o leve.
Tentamos tão pouco, pedimos tanto,
Reclamamos mais que o necessário,
Aproveitamos o mínimo pensando nas chances futuras.
Se soubéssemos que o futuro é limitado a tal sorte...
Se conseguíssemos ver a magnitude do agora...


’’Confusion never stops
Closing walls and ticking clocks
Gonna come back and take you home
I could not stop that you now know, singing…’’Clocks-Coldplay)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Silencio!

Nasceu condenada ao silencio.
Nunca disse o que sentia.
-Mas quem precisa falar menina?
Quando se quer dizer muito não se diz nada.
Quando se sente muito não se sabe como dizer.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Passo, o mundo.

Passo lento
Mundo parado.
Mudo passo,
Para tempo.
Tempo lento
para meu passo.
meu mundo lento
Muda meu tempo parado.
Inconstâncias do acaso.

sábado, 20 de novembro de 2010

Talvez


Não demonstrar não significa não sentir.
Disseram um dia que “falar muito é sentir pouco”.
Talvez evitando palavras soltas,
Sentimentos surjam com uma dose extra de verdade,
E momentos sejam vividos com mais intensidade.
Sim.
Talvez não! (?)

domingo, 10 de outubro de 2010

Cenas da vida



Colocaram a mocinha no papel da vilã.
Rasgaram seu vestido florido.
Jaqueta de couro preta e bota salto agulha compunham o novo figurino.
Para delírio do publico, enredo instigante.
Se não fosse tão trágico seria até cômico.

domingo, 19 de setembro de 2010

Sem vista.




O pensamento anda em tempos de cão.
O momento não acalma a inquietação,
O tempo não alivia as turbulências,
Pobres idéias remam a esmo...
Sem previsão de ‘’terra a vista!’’.


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Perdendo aos poucos

-Eu brincava em um campo florido como este! E lá não ficava cansada, não precisava dormir e não era tão quente como aqui, eu podia sentir o vento em meus cabelos sem pressa alguma quando voava com minhas lindas asas cintilantes!
Mostrou seu desenho.
No mesmo instante a senhora fez silencio, pensou e em seguida respondeu:
_E por que você veio para cá? Por que deixou este lugar tão encantador?
E ouviu como resposta:
_ Uma senhora foi me buscar. Disse que se chamava vida. E que como eu estava crescendo  já não podia fazer mais parte daquele lugar. Então tomou minhas asas e meu deu um choque de realidade. Naquele momento nos tornamos inseparáveis, agora eu viveria acompanhada dele.
E assim vim parar neste mundo. Mas ele nem sempre é tão cruel... A não ser quando o choque de realidade resolve me abraçar e se fazer presente em minha existência.